quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Os Argonautas

Escutei esta música do Caetano há muito tempo atrás, em uma daquelas aulas de literatura. Ele, o autor, faz referência as viagens marítimas tão necessárias e tão assustadoras, pois acretiva-se naquela época, que o mar abrigava monstros terríveis e que a linha do horizonte era uma enorme cachoeira. Ignorância?! Talvez! O desconhecido nos dá medo. Nos dá angústia. Ficar a mercê do amor do outro nos traz inquietude e medo. É bem verdade que dá um prazer amar alguém; o amor nos transporta, nos leva a lugares impensáveis, inacreditáveis...Mais uma vez a dualidade da vida. O desejo de ir, mas o medo incontrolável do desconhecido. Assim somos nós, o desejo de nos jogarmos um nos braços do outro e o receio do futuro...Mesmo receoso entro no barco. Venha, estou estendendo a mão. Venha, meu doce, não tenha medo. Protejo você!
Infinitos beijos.
S' ágapo.

Os Argonautas (Caetano Veloso)

O barco, meu coração não aguenta
Tanta tormenta, alegria
Meu coração não contenta
O dia, o marco, meu coração, o porto, não

Navegar é preciso, viver não é preciso

O barco, noite no céu tão bonito
Sorriso solto perdido
Horizonte, madrugada
O riso, o arco, da madrugada
O porto, nada

Navegar é preciso, viver não é preciso

O barco, o automóvel brilhante
O trilho solto, o barulho
Do meu dente em tua veia
O sangue, o charco, barulho lento
O porto silencio

Navegar é preciso, viver não é preciso

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